Está naquela idade inquieta e duvidosa, que não é dia claro e é já o alvorecer; Entreaberto botão, entrefechada rosa, um pouco de menina e um pouco de mulher. Às vezes recatada, outras estouvadinha, casa no mesmo gesto a loucura e o pudor; Tem cousas de criança e modos de mocinha, estuda o catecismo e lê versos de amor. Outras vezes valsando, o seio lhe palpita, de cansaço talvez, talvez de comoção. Quando a boca vermelha os lábios abre e agita, não sei se pede um beijo ou faz uma oração (...) É que esta criatura, adorável, divina, nem se pode explicar, nem se pode entender: Procura-se a mulher e encontra-se a menina, quer-se ver a menina e encontra-se a mulher! |